Veja o que o Brasil vende e compra dos EUA

Medida atinge petróleo, aço, aeronaves e café, afetando setores estratégicos da economia nacional
Foto: Arte BandNews TV

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida afeta diretamente setores estratégicos da economia nacional e pode agravar as relações comerciais entre os dois países.

Principais exportações brasileiras aos Estados Unidos

O petróleo bruto lidera a lista dos produtos brasileiros vendidos aos EUA, gerando bilhões de dólares em receita anual. Além dele, o Brasil exporta, com frequência, ferro e aço em formas semiacabadas, como lingotes e blocos, utilizados pela indústria americana.

O setor aeronáutico também tem destaque. A Embraer envia aeronaves e peças para companhias e serviços aéreos nos Estados Unidos, mantendo uma parceria de longa data. Na agricultura, o café brasileiro — especialmente em grãos crus e não descafeinados — permanece entre os produtos mais tradicionais no mercado americano. A celulose, apesar de registrar flutuações de preço e demanda, continua figurando entre os principais itens vendidos para os EUA.

O que o Brasil importa dos EUA

Na direção contrária, o Brasil compra dos Estados Unidos produtos essenciais para sua economia. Combustíveis refinados, como diesel e gasolina, completam a demanda energética nacional e evitam riscos de escassez no mercado interno.

Além disso, o país importa aeronaves e peças fabricadas pela Boeing, fortalecendo o setor aeronáutico brasileiro. Máquinas e equipamentos não elétricos, como motores industriais e maquinário pesado, também abastecem diversos segmentos produtivos.

O agronegócio depende fortemente de adubos e fertilizantes químicos importados dos EUA, que garantem a produtividade do campo. A indústria de plásticos utiliza polímeros de etileno, comprados dos americanos, como matéria-prima para fabricar embalagens, peças automotivas e equipamentos médicos.

Impactos e próximos passos

A nova tarifa pode aumentar o custo dos produtos brasileiros no mercado americano, reduzindo sua competitividade frente a outros fornecedores globais. Especialistas alertam para possíveis efeitos em cadeia, como queda nas exportações, perda de receita e tensões comerciais mais amplas.

O governo brasileiro ainda avalia como responder à medida. Fontes do setor diplomático e econômico discutem alternativas para tentar reduzir os danos e proteger as exportações nacionais.

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Laura Basílio sob supervisão de Thiago San.

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