Os vereadores do Rio de Janeiro começarão a discutir o projeto de lei ‘Anti-Oruam’, que foi protocolado na última segunda-feira (17) pelos vereadores Pedro Duarte (Novo) e Talita Galhardo (PSDB). O projeto busca proibir que o município contrate artistas que fazem apologia às drogas e ao crime organizado.
A justificativa dos vereadores é que é preciso ter mais responsabilidade na organização de eventos e mais cuidado com as crianças e adolescentes.
Oruam, que dá nome ao projeto, é filho de Marcinho VP, apontado como líder do Comando Vermelho. Durante sua apresentação no festival Lollapalooza, em março de 2024, em São Paulo, o rapper subiu ao palco vestindo uma camisa que pedia a liberdade de seu pai.
Marcinho VP foi preso no final de agosto de 1996 e condenado a 50 anos por crimes como homicídio qualificado, formação de quadrilha e tráfico de drogas, além de ser acusado pelo Ministério Público de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Oruam tem 23 anos e nunca conviveu com o pai fora da cadeia.