A Justiça francesa declarou nesta segunda-feira (31) a líder de extrema-direita Marine Le Pen e outros oito membros de seu partido culpados por pagarem funcionários da sigla com dinheiro do Parlamento Europeu.
O tribunal correcional de Paris, que ainda deve pronunciar as penas, calculou um prejuízo total em 2,9 milhões de euros (3,13 milhões de dólares, 18 milhões de reais).
Segundo a investigação, o partido criou “de forma concentrada e deliberada” um “sistema de desvio” dos 21 mil euros mensais que cada eurodeputado recebe para pagar assistentes parlamentares. Mas, na realidade, o dinheiro teria sido empregado parcial ou totalmente para o Reunião Nacional (RN) em 2018.
Os promotores responsáveis pelo caso afirmam que, desde 2004, deputados da Frente Nacional, incluindo Le Pen e seu pai Jean-Marie Le Pen, cofundador da legenda, se beneficiavam do esquema de empregos fictícios.