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Europa mantém sanções à Rússia e reforça apoio à Ucrânia em meio a negociações de cessar-fogo

Cúpula europeia foi convocada em um momento crucial para o fim da guerra
Reprodução

Líderes europeus se reuniram em Paris nesta quinta-feira (27) para cúpula sobre a guerra na Ucrânia e definiram que nenhuma sanção contra a Rússia deve ser retirada até que a paz seja estabelecida de forma definitiva.

A reunião foi convocada num momento crucial, depois que os Estados Unidos anunciaram que russos e ucranianos haviam concordado com um cessar-fogo no Mar Negro. Depois do comunicado, no entanto, Moscou disse que só iria cumprir com o acordo se a União Europeia retirasse as sanções que estão em vigor desde o começo do conflito.

Em pronunciamento, o presidente francês, Emmanuel Macron, informou que os aliados europeus continuarão a apoiar o povo e o exército ucraniano, e confirmou que discussões estão em andamento sobre o monitoramento de um cessar-fogo. Entre as questões em aberto, está a decisão de enviar ou não uma força de paz da ONU para a região. O Ministério das Relações Exteriores foi encarregado de encontrar uma solução em três semanas.

Encontro de Zelensky com Macron

Após encontro com o presidente da França,  Emmanuel Macron, na quarta-feira (26), Zelensky comentou em entrevista que pediu aos aliados que não suspendessem sanções à Rússia. Em meio a negociações para garantir um cessar-fogo entre o ucraniano também disse que Putin morrerá em breve:

“A segunda coisa que ele (Putin) teme é a perda de poder. Isso depende da estabilidade da sociedade, mas também da idade dele. Ele vai morrer logo, isso é fato. Tudo vai acabar então”.

Ainda, Zelensky pediu para que os EUA “sigam firmes” e não aceitem demandas do Kremlin durantes as negociações de cessar-fogo que estão em andamento.