Nesta sexta-feira (27), o governo dos Estados Unidos autorizou a saída de funcionários não essenciais de sua embaixada em Jerusalém Ocidental, citando riscos de segurança. Em comunicado, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que a situação na região é considerada imprevisível.
Medida semelhante foi adotada no Líbano, onde cerca de 40 funcionários da embaixada norte-americana em Beirute foram orientados a deixar o país. O Líbano faz fronteira com o norte de Israel e abriga o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
As movimentações ocorrem em meio à escalada de tensões entre Washington e Teerã, incluindo declarações recentes do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de ação militar direta. Paralelamente, a Turquia suspendeu voos entre Istambul e Teerã.
No campo militar, o porta-aviões USS Gerald R. Ford atracou no porto de Haifa, em Israel, ampliando a presença estratégica norte-americana na região.
Apesar do clima de tensão, os dois países mantêm canais diplomáticos abertos e seguem negociando possíveis limitações ao programa nuclear iraniano. Uma nova rodada de conversas está prevista para ocorrer em Viena na próxima semana.