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Benjamin Netanyahu alerta Hamas que ataques contra a Faixa de Gaza são “apenas o começo”

Mais de 436 pessoas morreram após Israel interromper cessar-fogo e bombardear o enclave
Reprodução: BandNews TV

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alertou o Hamas que a nova onda de ataques na Faixa de Gaza é “apenas o começo”. O premiê também prometeu que as “negociações só ocorrerão sob fogo”, e que as forças militares israelenses vão agir com “intensidade crescente” para libertar os reféns e destruir o movimento de resistência. A fala ocorreu durante um discurso televisionado pela mídia local no quartel-general militar em Tel Aviv.

O posicionamento de Netanyahu ocorre após Israel interromper o acordo de cessar-fogo e retomar os ataques contra Gaza na terça-feira (19). Segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, ao menos 436 palestinos, incluindo 183 crianças, foram mortos durante os bombardeiros.

O governo israelense afirma que as ações foram ordenadas após o Hamas não aceitar negociar as próximas etapas do cessar-fogo, e contaram com o aval do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declaração ao Conselho de Segurança da ONU, a Casa Branca disse apoiar que o Hamas liberte os reféns restantes para que as negociações sejam retomadas.

Por outro lado, o Hamas diz ter “costurado” o acordo do final do ano passado, que previa a segunda fase em vigor. A expectativa inicial era da retirada completa de soldados israelenses de Gaza, seguida pela libertação de reféns e prisioneiros palestinos, até o fim da guerra e uma reconstrução política na Faixa de Gaza.

Vele lembrar que parte da população israelense se posiciona contra Netanyahu, afirmando que o governo “abandonou” as pessoas detidas pelo grupo extremista. O governo enfrenta manifestações antes mesmo do início da guerra, e especialistas apontam que o premiê teria alongado o conflito para se manter no poder.

Com a nova onda de ataques, o futuro do conflito se torna incerto, e articulação de um novo cessar-fogo se torna improvável na visão internacional. A população de Gaza recebeu ordens de deixar áreas atingidas pelas ofensivas, com boa parte dos civis desabrigada.

Alexandre Mansano (sob supervisão de Beatriz Ferrete)