O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, culpou, neste sábado (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas semanas de protestos no país, após grupos de direitos humanos afirmarem que uma repressão violenta das forças de segurança deixou milhares de mortos.
As manifestações começaram em 28 de dezembro, motivadas por dificuldades econômicas da população, e evoluíram para protestos generalizados que passaram a pedir o fim do regime. Donald Trump tem ameaçado intervir na crise, inclusive prometendo “tomar medidas muito duras” caso o Irã execute manifestantes.
Nesta sexta-feira(16), porém, em uma postagem nas redes sociais, o presidente americano agradeceu ao governo iraniano, dizendo que teria sido suspensa a realização de enforcamentos em massa. O Irã afirmou que “não há plano para enforcar pessoas”.
Segundo a mídia estatal, Khamenei disse que o governo não vai arrastar o país para a guerra, mas que não deixará criminosos internos ou internacionais impunes.
O governo iraniano atribui a violência nos protestos a arruaceiros armados se passando por manifestantes.
As autoridades classificam essas pessoas como “terroristas” e afirmam que Israel e os Estados Unidos teriam organizado esses grupos. O governo de Teerã também responsabiliza os dois países por muitas das mortes de manifestantes e de integrantes das forças de segurança.
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