Nesta quinta-feira (9), Luis Roberto Barroso anunciou sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal. O ministro já havia sinalizando que poderia antecipar sua saída. Aos 67 anos, ele ocupava o cargo desde 2013, quando foi indicado por Dilma Rousseff.
Com isso, abre-se a possibilidade para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indique um novo ministro para a Corte.
Entre os nomes mais comentados nos bastidores para ocupar a vaga estão o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, o presidente do TCU, Bruno Dantas, o ex-presidente do Cade, Vinícius Marques de Carvalho, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
Barroso será sucedido por Edson Fachin, no qual tomou posse da liderança no último dia 29 de setembro. O vice de Fachin será Alexandre de Moraes.
Trajetória
Barroso chegou ao STF em 2013, indicado por Dilma, após se destacar como professor de Direito Constitucional e um advogado de renome. Ao longo da sua atuação na Corte, construiu uma imagem de magistrado progressista, com votos marcantes em temas como união homoafetiva, direitos das mulheres, laicidade do Estado e combate à corrupção.
Em 2023, assumiu a presidência do STF, sucedendo Rosa Weber. Durante sua gestão, priorizou o fortalecimento da democracia, o diálogo entre instituições e a modernização do Judiciário. Barroso deixou o comando da Corte de forma antecipada em 2025, o que abriu espaço para uma nova indicação do presidente Lula. Na ocasião, declarou: “É preciso saber a hora de sair.”