Economia brasileira cresce 0,5% no segundo trimestre, mas mostra sinais de desaceleração

Monitor do PIB da FGV aponta perda de ritmo no consumo das famílias e impacto da Selic elevada; crescimento acumulado em 12 meses é de 3,2%

Nesta segunda-feira (18), com base nos dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a economia brasileira registrou crescimento de 0,5% no segundo trimestre de 2025. Um dos fatores que influenciaram esse resultado foi a manutenção da taxa Selic em 15%, conforme anunciado pelo Banco Central.

As informações fazem parte do Monitor do PIB, levantamento mensal realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), que apresenta estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto — a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O estudo serve como uma prévia do dado oficial, que será divulgado pelo IBGE.

Na comparação entre os meses de maio e junho, a economia também teve alta de 0,5%, com dados dessazonalizados — ou seja, ajustados para eliminar variações típicas do calendário, como feriados e número de dias úteis, garantindo uma análise mais precisa.

Em relação ao mesmo trimestre de 2024, o segundo trimestre de 2025 registrou um crescimento de 2,4%. No acumulado de 12 meses, a expansão foi de 3,2%. Em termos monetários, a FGV estima que o PIB do primeiro semestre de 2025 tenha alcançado cerca de R$ 6,109 trilhões.

O estudo também avaliou o consumo das famílias brasileiras, que segue em crescimento, embora em ritmo de desaceleração. No segundo trimestre de 2025, o consumo avançou apenas 1,5% em relação ao mesmo período de 2024, indicando uma tendência de queda na demanda nos últimos trimestres.

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