Eduardo Bolsonaro: “Estou muito feliz que o presidente Trump esteja dando atenção ao Brasil”

Deputado citou a Lei Magnitsky, um tarifaço de 50% e vistos revogados de integrantes do governo brasileiro

Nesta quinta-feira (14), em entrevista concedida à Reuters, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro manifestou satisfação com a preocupação do governo dos Estados Unidos com o Brasil.

“Estou muito feliz que o presidente Donald Trump esteja dando atenção ao Brasil. Ele, o secretário Rubio (secretário de Estado Marco Rubio) e o secretário Bessent (secretário do Tesouro Scott Bessent) estão aplicando alguns remédios diplomáticos antes que o regime brasileiro se consolide. Isso é muito importante, porque, se eles consolidarem o regime, todos esses remédios diplomáticos, como sanções e a retirada de vistos americanos, deixarão de ser úteis para esse tipo de autoridade.”

Nas últimas semanas, diante da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e da condenação de pessoas ligadas à invasão do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes aplicou uma série de medidas punitivas. Com isso, Eduardo conversou com o governo americano sobre a situação, e os Estados Unidos também puniram alguns integrantes do governo brasileiro, aplicando um aumento de 50% nas tarifas e a Lei Magnitsky.

Eduardo também disse que espera que novas sanções cheguem ao Brasil e ressaltou que Moraes continua insistindo em suas decisões sobre o caso:

“Se eu acredito que mais sanções estão chegando contra as autoridades brasileiras? Sim, eu acredito, porque Alexandre de Moraes continua insistindo. A última coisa que ele fez foi colocar Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, e o presidente Trump está dizendo que é muito ruim, muito feio, toda essa guerra jurídica que Jair Bolsonaro, sua família e seus apoiadores estão sofrendo no Brasil.”
O governo dos Estados Unidos estaria considerando ampliar as sanções da Lei Magnitsky para incluir Viviane Barci, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. Autoridades americanas a veem como responsável por gerir os recursos do casal e por alavancar o escritório de advocacia Barci de Moraes, especialmente após a indicação de Moraes à Suprema Corte. A inclusão de Viviane na lista de sanções estaria sendo analisada sob a alegação de que ela teria papel central no suposto financiamento irregular do ministro, o que poderia comprometer seriamente as finanças pessoais e profissionais de ambos. Eduardo também citou esse assunto:

“Naturalmente, a Lei Magnitsky deveria ser estendida à esposa de Alexandre de Moraes. Como a Lei Magnitsky é popularmente conhecida como pena de morte financeira, também é sabido que Alexandre de Moraes, que ganha um salário semelhante ao de um deputado federal, mas usa um relógio de luxo que não condiz com seu salário, obviamente não sobrevive sozinho. Portanto, fica claro que esse financiamento para Alexandre de Moraes (ministro do Supremo Tribunal Federal) vem de sua esposa, que também alcançou muito sucesso após a nomeação de Moraes para a corte.”

Além de Moraes, Hugo Motta e Davi Alcolumbre também estão no radar da Magnitsky, caso as pessoas que sofreram com a anistia não sejam inocentadas.

Na quarta-feira, os Estados Unidos intensificaram a pressão diplomática sobre o Brasil ao anunciar restrições e revogações de vistos para diversas autoridades brasileiras e seus familiares. A medida foi motivada pela ligação dessas pessoas com o programa Mais Médicos, que contou com a participação de profissionais cubanos.

O Departamento de Estado dos EUA justificou a decisão com base em preocupações sobre possíveis violações de direitos humanos envolvendo o trabalho dos médicos cubanos no Brasil, especialmente durante os anos de vigência do programa.

Em reação, o deputado Eduardo Bolsonaro afirmou acreditar que essas sanções poderão em breve atingir figuras centrais da criação e condução do programa, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ex-presidente Dilma Rousseff.

“Acho justo, acredito firmemente que o Ministro Padilha (ministro da Saúde, Alexandre Padilha) está incluído nessa lista de sanções. Vejo o Secretário Rubio como muito tranquilo na forma como compartilha informações e não divulga listas. É difícil imaginar que eles enviem esse recado ao governo brasileiro, sobre o Mais Médicos, falando em sanções, e não cheguem à Dilma (ex-presidente Dilma Rousseff) e ao Ministro Padilha”, disse o deputado.

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