O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que deve ocorrer nesta semana, deve abordar assuntos estratégicos para os dois países. Temas como as investigações sobre as leis do comércio e também segurança pública devem estra no radar dos dois chefes de Estado.
Nesta missão, Lula terá um respiro da crise envolvendo o Congresso Nacional com o ápice sendo a rejeição histórica de Jorge Messias para uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), o que não acontecia no Brasil há 132 anos. O presidente também amarga a derrubada do veto do PL da Dosimetria, que reduz as penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro.
A Casa Branca e o atual governo brasileiro vinham em atrito desde o tarifaço, a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e sanções contra o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes. Mas em setembro de 2025, os líderes se encontraram na Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) e os ânimos ficaram mais calmos. Trump, inclusive, disse que Lula era um cara legal e que tiveram uma química excelente.
Com a relação permanecendo amistosa, os Estados Unidos revogaram as sanções ao ministro Moraes e reduziram parte das tarifas impostas a produtos brasileiros. Porém, recentemente, Lula condenou os ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã e ao Líbano, além de criticar e não aderir à intenção de Trump ao tentar criar o chamado “Conselho da Paz”. Para o presidente brasileiro, isso seria uma tentativa dos norte-americanos dominarem a ONU.
Outros episódios como o governo americano alegar que as facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), são uma ameaça regional, algo que o Brasil se negou a classificar como organizações terroristas, pois enxergou um risco na soberania do Brasil e também a prisão do ditador Nicolás Maduro na Venezuela, que foi classificada pelo atual governo como interferência estrangeira na soberania em um país da América Latina, também estremeceram a relação entre Brasil e Estados Unidos.
.png)

.png)
.jpg)