Nesta quarta-feira (8), a Justiça dos Estados Unidos rejeitou um pedido do governo brasileiro e concedeu mais uma semana para que as empresas Rumble e Trump Media, ligada ao presidente norte-americano Donald Trump, se manifestem na ação movida contra o ministro Alexandre de Moraes. Com a decisão, as companhias terão até o dia 14 para apresentar a resposta.
A decisão foi assinada pela juíza distrital Mary S. Scriven, da Flórida, que negou a solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU). Responsável por representar o Brasil no processo, o órgão queria que a Justiça norte-americana obrigasse as empresas a responderem à ação até a última terça-feira(7).
Anteriormente, em 23 de junho, a Justiça dos Estados Unidos também rejeitou um pedido da Rumble e da Trump Media para que Alexandre de Moraes fosse declarado revel no processo.
Entenda o caso
Em maio, Moraes foi notificado pela Justiça dos Estados Unidos após a Rumble e a Trump Media entrarem com uma ação acusando o ministro de promover censura ilegal contra influenciadores da direita brasileira. As empresas alegam que decisões do magistrado violam a proteção à liberdade de expressão prevista na Constituição norte-americana.
A Rumble, plataforma de compartilhamento de vídeos semelhante ao YouTube, afirma que ordens judiciais de Moraes poderiam obrigá-la a remover conteúdos publicados por usuários.
Já a Trump Media, embora não seja alvo direto das determinações do ministro, sustenta que também seria afetada por utilizar a infraestrutura tecnológica da Rumble.


